Abraço espinhoso
Beijo ácido
Concha(inha)ocupada...
O destino me convidou para brincar
Aceitei o desafio, já sabendo que iria perder,
mas desfrutava de cada momento falso de esperança.
"O preço que se paga às vezes é alto demais"
eu já escutei isso em algum lugar,algum dia, em algum momento e por algum motivo.
começo a entender, acho.
sábado, 28 de agosto de 2010
domingo, 22 de agosto de 2010
Minha espada e meu escudo - digo o que quero do meu refúgio
Nesses últimos tempos, não estou disposto a pontuar minhas reflexões, e sim mostrar de onde as tiro e me escondo.
“Eu ando pelo mundo divertindo gente
Chorando ao telefone
[...]
Eu ando pelo mundo e meus amigos, cadê?
Minha alegria, meu cansaço?
Meu amor, cadê você?
Eu acordei, não tem ninguém ao lado.”
Esquadros - Adriana Calcanhoto
“Eu queria querer-te amar o amor
Construir-nos dulcíssima prisão
Encontrar a mais justa adequação
Tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e de viés
E vê só que cilada o amor me armou
Eu te quero (e não queres) como sou
Não te quero (e não queres) como és”
O quereres - Caetano Veloso
“Estive cansado
Meu orgulho me deixou cansado
Meu egoísmo me deixou cansado
Minha vaidade me deixou cansado”
Soul Parsifal - Renato Russo / Marisa Monte
“Muita gente já ultrapassou
A linha entre o prazer e a dependência
E a loucura que faz
O cara dar um tiro na cabeça
Quando chegam além
E os pés não tocam mais no chão
Esse flerte é um flerte fatal”
Flerte Fatal - Edgard Scandurra
“Quando se sabe ouvir
Não precisam muitas palavras
Muito tempo eu levei
Prá entender que nada sei
Que nada sei!...”
Dias de Luta - Edgard Scandurra
“Entre veludos e cetins
Fantasias e brinquedos
Desejos e um certo medo
Cheiros e toques
Eu sou um poço de sensibilidade
Te buscando na cidade
Eu sou um poço de sensibilidade”
Poço de Sensibilidade - Edgard Scandurra
“Mas era tudo incompleto
E eu faço parte do mundo
Eu só cheguei a mim mesmo
Depois de ver”
Depois de Ver - Pedro Pondé
“Quando me procuram nunca estou
Quando me encontram eu não sou
O está na frente porque já
Fui correndo mais pra lá
Me chamam de desaparecido
Fantasma que nunca está
Me chamam de desagradecido
Mas essa não é a verdade
Eu levo no corpo uma dor
Que não me deixa respirar
Levo no corpo um castigo
Que sempre me põe pra caminhar.”
Desaparecido – Manu Chao
“Eliminar falsas respostas é mais fácil do que enfrentar as verdadeiras questões. O que afinal sabemos nós mesmos?”
Auto-engano – Eduardo Giannetti
“Cada indivíduo é um microcosmo: um todo complexo de forças contraditórias e apenas parcialmente ciente de si mesmo.”
Auto-engano – Eduardo Giannetti
“Pior que o simples desconhecimento, contudo, é a ignorância potenciada de uma falsa certeza.”
Auto-engano – Eduardo Giannetti
No mais e para finalizar....
“Ler é recriar. A palavra final não é dada por quem a escreve, mas por quem a lê.”
Auto-engano – Eduardo Giannetti
Eu mostrei parte do meu mundo, cabe a você detentor da “palavra final” achar o que quiser.
“Eu ando pelo mundo divertindo gente
Chorando ao telefone
[...]
Eu ando pelo mundo e meus amigos, cadê?
Minha alegria, meu cansaço?
Meu amor, cadê você?
Eu acordei, não tem ninguém ao lado.”
Esquadros - Adriana Calcanhoto
“Eu queria querer-te amar o amor
Construir-nos dulcíssima prisão
Encontrar a mais justa adequação
Tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e de viés
E vê só que cilada o amor me armou
Eu te quero (e não queres) como sou
Não te quero (e não queres) como és”
O quereres - Caetano Veloso
“Estive cansado
Meu orgulho me deixou cansado
Meu egoísmo me deixou cansado
Minha vaidade me deixou cansado”
Soul Parsifal - Renato Russo / Marisa Monte
“Muita gente já ultrapassou
A linha entre o prazer e a dependência
E a loucura que faz
O cara dar um tiro na cabeça
Quando chegam além
E os pés não tocam mais no chão
Esse flerte é um flerte fatal”
Flerte Fatal - Edgard Scandurra
“Quando se sabe ouvir
Não precisam muitas palavras
Muito tempo eu levei
Prá entender que nada sei
Que nada sei!...”
Dias de Luta - Edgard Scandurra
“Entre veludos e cetins
Fantasias e brinquedos
Desejos e um certo medo
Cheiros e toques
Eu sou um poço de sensibilidade
Te buscando na cidade
Eu sou um poço de sensibilidade”
Poço de Sensibilidade - Edgard Scandurra
“Mas era tudo incompleto
E eu faço parte do mundo
Eu só cheguei a mim mesmo
Depois de ver”
Depois de Ver - Pedro Pondé
“Quando me procuram nunca estou
Quando me encontram eu não sou
O está na frente porque já
Fui correndo mais pra lá
Me chamam de desaparecido
Fantasma que nunca está
Me chamam de desagradecido
Mas essa não é a verdade
Eu levo no corpo uma dor
Que não me deixa respirar
Levo no corpo um castigo
Que sempre me põe pra caminhar.”
Desaparecido – Manu Chao
“Eliminar falsas respostas é mais fácil do que enfrentar as verdadeiras questões. O que afinal sabemos nós mesmos?”
Auto-engano – Eduardo Giannetti
“Cada indivíduo é um microcosmo: um todo complexo de forças contraditórias e apenas parcialmente ciente de si mesmo.”
Auto-engano – Eduardo Giannetti
“Pior que o simples desconhecimento, contudo, é a ignorância potenciada de uma falsa certeza.”
Auto-engano – Eduardo Giannetti
No mais e para finalizar....
“Ler é recriar. A palavra final não é dada por quem a escreve, mas por quem a lê.”
Auto-engano – Eduardo Giannetti
Eu mostrei parte do meu mundo, cabe a você detentor da “palavra final” achar o que quiser.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Momentos de Reflexões
O texto traz pensamentos de Gandhi que estão presentes no livro “As Palavras de Gandhi” (obrigado Laís), uma figura que vejo como um espírito iluminado (para ódio de Will).
“A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido, não na vitória propriamente dita.”
“A música da vida corre o perigo de se perder na música da voz.”
“A regra suprema... é se recusar terminantemente a ter o que milhões não podem ter. Essa capacidade de recusar não se apresentará a nós de repente. O primeiro passo é cultivar a atitude mental que não se pode ter bens ou recursos que negados a milhões; o passo seguinte, imediato, é reformular nossas vidas o mais depressa possível, de acordo com essa mentalidade.”
“Está abaixo da dignidade humana perder a própria individualidade e tornar-se uma mera engrenagem de uma máquina”
“Para um verdadeiro artista, só é bonito o rosto que, independente do exterior, brilha com a verdade interior da alma.”
“Minha noção de democracia é um regime em que o mais fraco deve ter as mesmas oportunidades do mais forte.”
“Na minha humilde opinião, a não-cooperação com o mal é um dever tão importante quanto a cooperação com o bem”.
“A liberdade jamais significou a licença para fazer qualquer coisa à vontade.”
“O bem viaja com a velocidade de uma lesma. Aqueles que querem praticar o bem não são egoístas, não estão com pressa, sabem que é preciso muito tempo para impregnar as pessoas com o bem.”
“A Bíblia é para mim um livro religioso tanto quanto o Gita e o Corão.”
“As religiões são caminhos diferentes convergindo para o mesmo ponto. Que importância faz se seguimos por caminhos diferentes, desde que alcancemos o mesmo objetivo?”
“De que vale a fé se não for convertida em ação?”
“Creio na verdade fundamental de todas as grandes religiões do mundo. Creio que são todas concedidas por Deus e creio que eram necessárias para os povos a quem essas religiões foram reveladas. E creio que se pudéssemos todos ler as escrituras das diferentes fés, sob o ponto de vista de seus respectivos seguidores, haveríamos de descobrir que, no fundo, foram todas a mesma coisa e sempre úteis umas às outras.”
“O encanto superficial do Ocidente pode nos ofuscar hoje e encaramos erroneamente como progresso a dança inebriante que nos domina dia a dia.”
“Se a corrida armamentista alucinada continuar, é inevitável que resulte num massacre como jamais ocorreu na história. Se restar um vitorioso,a própria vitória será uma morte em vida para a nação que emergir como a vencedora.”
Não sou seguidor (felizmente ou infelizmente, não sei afirmar) dos ensinamentos desse ser cósmico, mas isso não impede de apreciar a beleza de suas palavras, ou mais, de seus atos.
Xero Isabele
Xero Muriel
“A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido, não na vitória propriamente dita.”
“A música da vida corre o perigo de se perder na música da voz.”
“A regra suprema... é se recusar terminantemente a ter o que milhões não podem ter. Essa capacidade de recusar não se apresentará a nós de repente. O primeiro passo é cultivar a atitude mental que não se pode ter bens ou recursos que negados a milhões; o passo seguinte, imediato, é reformular nossas vidas o mais depressa possível, de acordo com essa mentalidade.”
“Está abaixo da dignidade humana perder a própria individualidade e tornar-se uma mera engrenagem de uma máquina”
“Para um verdadeiro artista, só é bonito o rosto que, independente do exterior, brilha com a verdade interior da alma.”
“Minha noção de democracia é um regime em que o mais fraco deve ter as mesmas oportunidades do mais forte.”
“Na minha humilde opinião, a não-cooperação com o mal é um dever tão importante quanto a cooperação com o bem”.
“A liberdade jamais significou a licença para fazer qualquer coisa à vontade.”
“O bem viaja com a velocidade de uma lesma. Aqueles que querem praticar o bem não são egoístas, não estão com pressa, sabem que é preciso muito tempo para impregnar as pessoas com o bem.”
“A Bíblia é para mim um livro religioso tanto quanto o Gita e o Corão.”
“As religiões são caminhos diferentes convergindo para o mesmo ponto. Que importância faz se seguimos por caminhos diferentes, desde que alcancemos o mesmo objetivo?”
“De que vale a fé se não for convertida em ação?”
“Creio na verdade fundamental de todas as grandes religiões do mundo. Creio que são todas concedidas por Deus e creio que eram necessárias para os povos a quem essas religiões foram reveladas. E creio que se pudéssemos todos ler as escrituras das diferentes fés, sob o ponto de vista de seus respectivos seguidores, haveríamos de descobrir que, no fundo, foram todas a mesma coisa e sempre úteis umas às outras.”
“O encanto superficial do Ocidente pode nos ofuscar hoje e encaramos erroneamente como progresso a dança inebriante que nos domina dia a dia.”
“Se a corrida armamentista alucinada continuar, é inevitável que resulte num massacre como jamais ocorreu na história. Se restar um vitorioso,a própria vitória será uma morte em vida para a nação que emergir como a vencedora.”
Não sou seguidor (felizmente ou infelizmente, não sei afirmar) dos ensinamentos desse ser cósmico, mas isso não impede de apreciar a beleza de suas palavras, ou mais, de seus atos.
Xero Isabele
Xero Muriel
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Dualismo
Dualismos
Impar ou par?
Essa ou aquela?
Realidade ou imaginação?
Certo ou errado?
Todos têm dúvidas quanto a essas dualidades, mas nesse momento meu leque tem aumentado e preciso refletir quanto a isso.
Ideologia ou sobrevivência?
Felicidade pela metade ou tristeza?
Inocência ou “maturidade”?
Ser Buiu ou não ser?
...
Impar ou par?
Essa ou aquela?
Realidade ou imaginação?
Certo ou errado?
Todos têm dúvidas quanto a essas dualidades, mas nesse momento meu leque tem aumentado e preciso refletir quanto a isso.
Ideologia ou sobrevivência?
Felicidade pela metade ou tristeza?
Inocência ou “maturidade”?
Ser Buiu ou não ser?
...
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Paralelismo dos Cruzamentos das Águas
Viver.
Fazia muito tempo que eu não me sentia vivo.
Essa última semana foi de uma energia fantástica e esse fim de semana completou essa sensação de viver.
Depois do show de Natiruts, fui com os meninos dar uma volta na praia e ver o sol nascer... fui longe.
Em uma dessas viagens internas, vi aquelas marcas que as ondas deixam na areia, marcas que parecem teias de riozinhos e pensei:
- Parece as teias da vida.
Mas de fato, viajei muito nisso. Era bem limitado o início e a possibilidades de caminhos que poderiam ser tomados, infinitas. Sem falar a idéia da continuidade dos acontecimentos, independentemente, do caminho escolhido, não há uma pausa para se pensar.
Existe o fato, ainda, de caminhos que quase não dão possibilidades de escolha de outros, mas olhando bem eu vi que sempre existe um morrinho de areia que dá pra passar por cima e ir por outro riozinho, basta à água querer ou mesmo passar um moleque pisando nessas barreiras enquanto corre atrás da bola.
O engraçado que voltamos para o nos gerou, independente, se tomamos caminhos mais fáceis ou mais difíceis, mais largos ou estreitos, mais longos ou curtos, sempre voltamos para o mar e lá seremos o riozinho que forma o infinito do mar.
Indo mais além, pensei nos caminhos e vi que existem encontros de todos os tipos com entre esses riozinhos, inclusive, alguns permaneciam juntos depois do encontro e terminavam juntos. Outros seguiam paralelos, por um bom tempo, até que pela primeira vez há um encontro, e parte das aguinhas foi cedida, querendo ou não, para o outro.
Existem ainda, riozinhos que andam sempre juntinhos, pertinhos, tangenciando suas vidas entre si, podem chegar a si tocar, mas infelizmente não se tornam um, e vivem num paralelismo solitário, até que cada um segue seu caminho, cruzando com outras águas e sempre na lembrança aquele riozinho que tinha algo de especial que foi só percebido de fato quando os ventos da maresia o distanciou.
Mas as possibilidades de caminhos não acabaram e não vou pensar no futuro agora. Estou no meu riozinho, mas tentando estar num barquinho de papel descansando numa rede sendo levado, e não na água em si, ás vezes se afogando, outras boiando, surfando, sem noção de onde estou.
Espero ser um bom capitão.
Fazia muito tempo que eu não me sentia vivo.
Essa última semana foi de uma energia fantástica e esse fim de semana completou essa sensação de viver.
Depois do show de Natiruts, fui com os meninos dar uma volta na praia e ver o sol nascer... fui longe.
Em uma dessas viagens internas, vi aquelas marcas que as ondas deixam na areia, marcas que parecem teias de riozinhos e pensei:
- Parece as teias da vida.
Mas de fato, viajei muito nisso. Era bem limitado o início e a possibilidades de caminhos que poderiam ser tomados, infinitas. Sem falar a idéia da continuidade dos acontecimentos, independentemente, do caminho escolhido, não há uma pausa para se pensar.
Existe o fato, ainda, de caminhos que quase não dão possibilidades de escolha de outros, mas olhando bem eu vi que sempre existe um morrinho de areia que dá pra passar por cima e ir por outro riozinho, basta à água querer ou mesmo passar um moleque pisando nessas barreiras enquanto corre atrás da bola.
O engraçado que voltamos para o nos gerou, independente, se tomamos caminhos mais fáceis ou mais difíceis, mais largos ou estreitos, mais longos ou curtos, sempre voltamos para o mar e lá seremos o riozinho que forma o infinito do mar.
Indo mais além, pensei nos caminhos e vi que existem encontros de todos os tipos com entre esses riozinhos, inclusive, alguns permaneciam juntos depois do encontro e terminavam juntos. Outros seguiam paralelos, por um bom tempo, até que pela primeira vez há um encontro, e parte das aguinhas foi cedida, querendo ou não, para o outro.
Existem ainda, riozinhos que andam sempre juntinhos, pertinhos, tangenciando suas vidas entre si, podem chegar a si tocar, mas infelizmente não se tornam um, e vivem num paralelismo solitário, até que cada um segue seu caminho, cruzando com outras águas e sempre na lembrança aquele riozinho que tinha algo de especial que foi só percebido de fato quando os ventos da maresia o distanciou.
Mas as possibilidades de caminhos não acabaram e não vou pensar no futuro agora. Estou no meu riozinho, mas tentando estar num barquinho de papel descansando numa rede sendo levado, e não na água em si, ás vezes se afogando, outras boiando, surfando, sem noção de onde estou.
Espero ser um bom capitão.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Estou cansado
De não sentir mais a sensação de pertencimento
De não ter tempo para mim
Do vai e vem de pessoas na minha vida
De estragar minhas amizades
De dormir chorando
De fingir quem sou
De ser substituto
De não ser reconhecido
De sentir as dores dos outros
De pensar demais
De ser medroso
De me esconder por trás de letras de músicas
De ir ao cinema sozinho
De não ser egoísta
De ser eu
Estou realmente cansado
De não ter tempo para mim
Do vai e vem de pessoas na minha vida
De estragar minhas amizades
De dormir chorando
De fingir quem sou
De ser substituto
De não ser reconhecido
De sentir as dores dos outros
De pensar demais
De ser medroso
De me esconder por trás de letras de músicas
De ir ao cinema sozinho
De não ser egoísta
De ser eu
Estou realmente cansado
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Como ter frio a noite, tendo o sol dormindo com você?
Esses últimos dois dias foram um mistura de sentimentos e pensamentos, uma luta feroz entre o bom senso e a esperança. Um exercício de abstração de fatos, falas e gestos alcançando a beira do limite entre o possível (mesmo que absurdamente) e a barreira do absurdo.
Frio. Além de tudo isso, o frio estava intenso.
Casacos, cachecol, lençol, edredom, chocolate quente, whisky, meias... nada disso adiantava, meu frio é diferente. Meu frio não é a simples falta de calor, mas sim de calor humano. Meu frio ao certo não sei se é sinônimo ou sintoma da solidão, mas sei que é alimentado pelos ventos do desespero, brisa da covardia, gelo do coração.
Meu frio é mais doloroso ainda porque andei do lado do calor que queria, mas não podia ter-lo para mim, mesmo que às vezes e sem querer houvesse toques sem intenções outras (assim quero acreditar e devo acreditar).
Pensei que poderia ser o calor que era procurado e receberia o que procuro, mas não fui e não recebi, fui apenas um substituto temporário e incompleto. Ao certo, não sei se isso é egoísmo meu ou se fui vítima do egoísmo do meu sol/lua.
-Meu Deus! Além da noite, onde vejo a Lua, agora sinto o calor do sol durante o dia. Minha vida se resume hoje a isso, migalhas de calor de um sol direcionado a outro e a beleza da lua que espera outro São Jorge.
A pergunta persiste:
Será que esses momentos de troca de calor, sendo incompletos e temporários vale a pena?
Eu estou em busca da resposta ainda...
Frio. Além de tudo isso, o frio estava intenso.
Casacos, cachecol, lençol, edredom, chocolate quente, whisky, meias... nada disso adiantava, meu frio é diferente. Meu frio não é a simples falta de calor, mas sim de calor humano. Meu frio ao certo não sei se é sinônimo ou sintoma da solidão, mas sei que é alimentado pelos ventos do desespero, brisa da covardia, gelo do coração.
Meu frio é mais doloroso ainda porque andei do lado do calor que queria, mas não podia ter-lo para mim, mesmo que às vezes e sem querer houvesse toques sem intenções outras (assim quero acreditar e devo acreditar).
Pensei que poderia ser o calor que era procurado e receberia o que procuro, mas não fui e não recebi, fui apenas um substituto temporário e incompleto. Ao certo, não sei se isso é egoísmo meu ou se fui vítima do egoísmo do meu sol/lua.
-Meu Deus! Além da noite, onde vejo a Lua, agora sinto o calor do sol durante o dia. Minha vida se resume hoje a isso, migalhas de calor de um sol direcionado a outro e a beleza da lua que espera outro São Jorge.
A pergunta persiste:
Será que esses momentos de troca de calor, sendo incompletos e temporários vale a pena?
Eu estou em busca da resposta ainda...
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