segunda-feira, 19 de julho de 2010

Paralelismo dos Cruzamentos das Águas

Viver.
Fazia muito tempo que eu não me sentia vivo.
Essa última semana foi de uma energia fantástica e esse fim de semana completou essa sensação de viver.
Depois do show de Natiruts, fui com os meninos dar uma volta na praia e ver o sol nascer... fui longe.
Em uma dessas viagens internas, vi aquelas marcas que as ondas deixam na areia, marcas que parecem teias de riozinhos e pensei:
- Parece as teias da vida.
Mas de fato, viajei muito nisso. Era bem limitado o início e a possibilidades de caminhos que poderiam ser tomados, infinitas. Sem falar a idéia da continuidade dos acontecimentos, independentemente, do caminho escolhido, não há uma pausa para se pensar.
Existe o fato, ainda, de caminhos que quase não dão possibilidades de escolha de outros, mas olhando bem eu vi que sempre existe um morrinho de areia que dá pra passar por cima e ir por outro riozinho, basta à água querer ou mesmo passar um moleque pisando nessas barreiras enquanto corre atrás da bola.
O engraçado que voltamos para o nos gerou, independente, se tomamos caminhos mais fáceis ou mais difíceis, mais largos ou estreitos, mais longos ou curtos, sempre voltamos para o mar e lá seremos o riozinho que forma o infinito do mar.
Indo mais além, pensei nos caminhos e vi que existem encontros de todos os tipos com entre esses riozinhos, inclusive, alguns permaneciam juntos depois do encontro e terminavam juntos. Outros seguiam paralelos, por um bom tempo, até que pela primeira vez há um encontro, e parte das aguinhas foi cedida, querendo ou não, para o outro.
Existem ainda, riozinhos que andam sempre juntinhos, pertinhos, tangenciando suas vidas entre si, podem chegar a si tocar, mas infelizmente não se tornam um, e vivem num paralelismo solitário, até que cada um segue seu caminho, cruzando com outras águas e sempre na lembrança aquele riozinho que tinha algo de especial que foi só percebido de fato quando os ventos da maresia o distanciou.
Mas as possibilidades de caminhos não acabaram e não vou pensar no futuro agora. Estou no meu riozinho, mas tentando estar num barquinho de papel descansando numa rede sendo levado, e não na água em si, ás vezes se afogando, outras boiando, surfando, sem noção de onde estou.
Espero ser um bom capitão.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Estou cansado

De não sentir mais a sensação de pertencimento
De não ter tempo para mim
Do vai e vem de pessoas na minha vida
De estragar minhas amizades
De dormir chorando
De fingir quem sou
De ser substituto
De não ser reconhecido
De sentir as dores dos outros
De pensar demais
De ser medroso
De me esconder por trás de letras de músicas
De ir ao cinema sozinho
De não ser egoísta
De ser eu
Estou realmente cansado

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Como ter frio a noite, tendo o sol dormindo com você?

Esses últimos dois dias foram um mistura de sentimentos e pensamentos, uma luta feroz entre o bom senso e a esperança. Um exercício de abstração de fatos, falas e gestos alcançando a beira do limite entre o possível (mesmo que absurdamente) e a barreira do absurdo.
Frio. Além de tudo isso, o frio estava intenso.
Casacos, cachecol, lençol, edredom, chocolate quente, whisky, meias... nada disso adiantava, meu frio é diferente. Meu frio não é a simples falta de calor, mas sim de calor humano. Meu frio ao certo não sei se é sinônimo ou sintoma da solidão, mas sei que é alimentado pelos ventos do desespero, brisa da covardia, gelo do coração.
Meu frio é mais doloroso ainda porque andei do lado do calor que queria, mas não podia ter-lo para mim, mesmo que às vezes e sem querer houvesse toques sem intenções outras (assim quero acreditar e devo acreditar).
Pensei que poderia ser o calor que era procurado e receberia o que procuro, mas não fui e não recebi, fui apenas um substituto temporário e incompleto. Ao certo, não sei se isso é egoísmo meu ou se fui vítima do egoísmo do meu sol/lua.
-Meu Deus! Além da noite, onde vejo a Lua, agora sinto o calor do sol durante o dia. Minha vida se resume hoje a isso, migalhas de calor de um sol direcionado a outro e a beleza da lua que espera outro São Jorge.
A pergunta persiste:
Será que esses momentos de troca de calor, sendo incompletos e temporários vale a pena?
Eu estou em busca da resposta ainda...

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Solidão

Eu sempre digo aos meus amigos que eu sobrevivo durante a semana e vivo no fds.
Por tah trabalhando esse fds e naum ter visto meus amigos, naum ter saído pros meus lugares e NAUM TER JOGADO DOTA, eu me sinto mais soh do que nunca. Num sei ao certo se esse eh o motivo, mas a solidão que eu estou sentido hj eh torturante.
Nesse momento de solidão, eu sento, acendo um cigarro e olho para o céu... e vejo a lua. Que lua! Admirando a lua sem saber ao certo o pq, o tempo parou, o barulho silenciou, a solidão se foi, mas o tempo ia passando e ela ia sumindo.
- Meu deus! Naum me deixe tb.
Dei por mim que na verdade akilo que surgiu qnd vi a lua foi na verdade a lembrança de uma pessoa, alias da pessoa, e como a lua ela se foi, mas naum naturalmente, mas sim pq eu naum quis vislumbrar sua beleza.
A solidão aperta de tds os lados, e o pior aperta pq eu kis.
Ao menos td vez que eu olhar para o céu de noite, ela vai esta me dando o prazer de pelo menos olhar de longe, sem toca-la, sem bja-la, sem ama-la, apenas olha-la e sabendo que por poucos momentos.
Será que esse momento de prazer, sendo incompleto, falso e temporário vale a pena?
Eu estou em busca da resposta...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Vamos Fugir? Vou Fugir? Fugir?

Toda manha, eu acordo um pouco mais cedo e coloco algum cd que me deixe com uma energia mais positiva para ir trabalhar, e hoje o escolhido foi um de Planta e Raiz. Nele tem aquela musica que ficou batida Vamos Fugir, mesmo sendo batida coloquei pra repetir um bocado, pq gosto.
Parei pra pensar e vi que de fato, algo inerente ao ser humano eh a fuga em geral, podendo ser das responsabilidades, dos problemas, preocupações, dos amigos, da família, em geral da vida que vc tem, querendo ou não, vc sempre tenta fugir.
O engraçado de pensar nisso é que às vezes o que seria para onde vc iria fugir, vc também foge dele. Por exemplo, existe porto seguro mais ideal do que os amigos (“a família que vc escolhe”)? Mas o engraçado é quando vc foge justamente deles. Por não querer se abrir, por achar que esta perdendo a confiança, por não querer preocupar ou pior ainda... por não saber o porque.
De fato, me pergunto, existe a possibilidade de uma fuga individual? Alias, reformulando... existe a possibilidade de vc fugir em vc, mas sem ninguém por perto? Usando drogas, assistindo algum show ou programa, ou sei lá, ir pra dentro de vc, mas sem ninguém pra compartilhar isso. Num fica uma coisa um tanto quanto chata ou pior enlouquecedora?
Em síntese, eu quero fugir, alias eu preciso fugir, mas não quero ter as companhias dos meus amigos, e o mais conturbador nessa historia que eu não sei pq, ou seja, não fujo e fico nessa realidade louca que eh a nossa, enlouquecendo 2 x mais.
E pra acabar de lascar td... NÃO TENHO MAIS EPISÓDIOS DE NARUTO PRA ASSISTIR
=~~~
X)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Nos caminhos da amizade

Eu sou meio suspeito (como td mundo) em falar De amizade pq tenho uma grande culpa qnt ao que acontece com ela, mas tb sei que a amizade eh tp uma estrada de mão dupla, mas o foda que sempre do lado do outro tem engarrafamento, quebra-molas, vidas acabadas, animais no meio, semáforos, sem falar na federal dando bacu geral, o que faz fuder td de vez, chegando no limite e vc acaba procurando uma outra estrada de via dupla.
Em alguns casos, vc acaba procurando um outro caminho que no começo vc veh uma BR duplicada, construída a pouco tempo, asfalto novinho e bem sinalizada, mas depois acaba virando uma porra de terra, esburacada, sombria pelas matas laterais e td mais, acaba vc tomando no cuh de novo.
Então vc decide pegar um caminho único que soh depende de vc, mas acaba percebendo que querendo ou n vc n esta soh nesse caminho de via única, tem sempre os filhos da puta ultrapassando, os bêbados na sua frente fazendo zig zag, vc com sono caindo pq esta sozinho e sem conversar com ninguém, ou mt menos tem alguém danando luz alta pra vc acordar e mandar o cara tomar no cuh, mas pelo menos eh uma companhia, mesmo que por meros segundos de chingamentos.
Pra não perder os pontos de minha carteira, me decepcionar com os congestionamentos, não levar bacu, corre o risco de me machucar em um acidente no meio do caminho, estou preferindo ficar em ksa, resolvendo o q posso por telefone e MSN, msm q naum sinta de fato o calor humano nessas relações, mas a chance de coisas ruins acontecerem são menores. Prefiro, nesse momento, tah em ksa jogando DOTA \o/ e fingir com meus novos amigos de rampage kill e gritar desesperado pq algum filho da puta naum deu o miss, do que correr esses riscos.
Num sei ateh qnd meu carrinho jah td fudido vai ficar na garagem, num sei se qnd um amigo de infância me ligar eu vou sair correndo, ou se uma pessoa que tenho receio me ligar, se eu vou passar por lah pra dar carona rezando para ela dormir no banco dos passageiros pra eu ficar olhando, num sei...
SEI QUE AGORA EU VOU OWNAR NO DOTA \o/
TAH CRIADO LOTE DE PUDGE SEM DENTADURA, 5X AP! ME TUNNA

sexta-feira, 4 de junho de 2010

No fundo confundo tudo (que confusão!)

Tava pensando em desistir do blog pq vendo os de outras pessoas, fiquei com vergonha por n ter a poesia brotando de mim, falando coisas lindas e com um linguajar foda, foi qnd lembrei que Debora leu minha mão certa vez e disse que minha linha de criatividade nera essas coisas td n. Então tah valendo \o/
x)

Mas uma coisa eu posso dizer q msm não fazendo citações, comentários bem regidos e estruturados, escrevendo lindos poemas, mesmo assim eu tenho essência, essa essência tão amarga e doce de ser eu msm.

Tava pensando... o pior sentimento eh naum saber ql eh esse sentimento. Eh pensando nisso q estou passando esses últimos dias. Eh uma mistura tão grande q eu fico aguniado, mas o engraçado q isso deve ser normal. Por exemplo, eu penso na Lua e fico aguniado e triste, se penso nos amigos vem um sentimento de solidão, se penso em minha mãe vem um alivio, e assim vai. Mas o pro que qnd eu paro pra pensar como eu estou e naum saber definir ao certo me deixa... sei lah. Assim!
Eh meio confuso, mas ser confuso eh parte de essência. Ser parte de minha vida eh saber como sobreviver com essa confusão, somada com amor, atenção e solidão.